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9 de fevereiro de 2012

Veias verdes, Vias venosas, Véu veloz.

                Nossa frota partiu da filha d’ondas amiúde pelo rio que cruza as centenas de mares das terras alagadas, a via entope-se de gases venosos e de calores sufocantes estacando nossa condução d’entr’um dos mares da terra lamacenta. Veloz só o véu de sossego que nos cobria pelo inicio da rota, véu que nos vinha e desvinha em concorrência com o ardor dos ares locais.
                  N’um dos verdes mares estamos agora à deriva por falta d’água... Á esperar novo arrasto à pedra d’águas nesta nossa terra líquida.  Ironias aparte em nova condução de nome emblemático nos embocaram e partiram em direção à pedra. Nenhuma das sirenas foi avistada até a pedra e a ira do deus dos oceanos não ultrapassou nossa primeira parada.
                Já na pedra d’águas chegamos quando o moço amarelo e redondo já perdia a vontade de queimar, diante da pedra abria-se o outro mar que não só à minha terra d’água pertencia, partilhava-o com uma outra terra de cantos de aves coloridas e de bichos de passo lateral. Lá à beira do mar que lança-se livre a outro, feito o principal armamento dos ulanos atirado ao ar. Vigiamos as réstias de luz dentre luz nas ondas deste mar santo, enquanto nos alimentávamos do que vinha dos mares ao redor de nós. E bebíamos o que brotava em mares estranhos.
                E continuamos a saborear estas águas da terra dentr’águas até que o moço amarelo resolvia por deitar-se. Voltamos à nossa condução já tontos pelos líquidos dos mares de fora enquanto o moço amarelo deitava-se sobre o mar verde de minha terra de lama.